MATERNITY

Lovely

17:50

Quem me conhece sabe que sou perdidamente apaixonada por animais, agora imaginem quando concilio duas paixões num só trabalho: é, mas é mesmo, a mais pura das felicidades. É muito amor depositado num só trabalho que me enche o coração e alegra os meus dias (tenho a sorte de serem todos assim ♡ ). Obrigada mamã C pela honra 





PORTUGAL

Regresso a casa

08:40

Bom dia, 
Depois de andar por Cabeceiras de Basto, Arco de Baúlhe, Porto, Amarante e Alto Douro só este fim de semana, o regresso a casa ficou marcado por esta fotografia. Estou de volta com a mesma dedicação, e com muito para mostrar. Boa semana :)

PHOTOJOURNALISM

Grande Reportagem ComUM

16:07


Somos Todos Liberdade de Expressão


Uma reportagem que fiz para o ComUM a propósito do dia internacional da liberdade de imprensa: https://medium.com/@ComUMonline/somos-todos-liberdade-de-express%C3%A3o-a3d4578a0e38
Quando não se esperava que a liberdade de expressão fosse um valor passível de ser posto em causa, o pior aconteceu. Um atentado ao jornal satírico francês “Charlie Hebdo” matou 12 pessoas e fez muitos duvidar de um dos valores fundamentais das democracias modernas.
No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, o ComUM recupera o momento, para lembrar que o apoio à liberdade de expressão e de imprensa imperara acima de qualquer cor, raça, religião, etnia e partido político.Em pleno século XXI, a liberdade de expressão sofreu um dos maiores ataques de que há memória. A 7 de Janeiro de 2015, no país que lutou e projetou para o mundo a declaração dos direitos humanos, Saïd e Chérif Kouachi perpetuaram o atentado ao jornal satírico francês, Charlie Hebdo, vitimando 12 pessoas. Entre as vítimas estavam Cabu, Wolinski, Charb,Tignous, Honoré, Bernard Maris, Elsa Cayat e Mustapha Ourrad. Se para uns eram desconhecidos, para outros eram o rosto de uma França livre.
Na quarta-feira do atentado, precisamente no dia que saiu para as bancas mais uma edição do jornal francês, o cartoonista Charb parecia prever o atentado ao publicar um cartoon com a mensagem “França continua sem atentados”. “esperem — diz o jiadista — podemos fazer os nossos votos até ao final de janeiro”.
A coincidência que surgiu disfarçada de premeditação entupiu as redes sociais e as ruas de várias cidades do mundo com mensagens de apoio ao jornal francês. À velocidade das redes, e de lápis em riste, a mensagem “Je suis Charlie” tornou-se símbolo daqueles que lutam pela liberdade de expressão.
Charlie: o jornal do humor ácido e assumidamente de esquerda, aquele que já publicara caricaturas do profeta Maomé e que foi alvo de dezenas de processos judiciais.

Aquele mesmo que, sem medo de por o dedo na ferida, não olhava a credos nem opções políticas para erguer o lápis e retratar a atualidade de uma forma livre e diferente.
Aquele que tinha agora a sua redação diminuída à dor de perder aqueles que eram o rosto de uma França provocadora, sempre contra o politicamente correto e, acima de tudo, livre de o fazer.

Em fevereiro, precisamente um mês depois do atentado, ainda era visível por toda a França a dor de um país que não esperava um ataque desta dimensão. Todas as cidades francesas começaram a ser vigiadas por militares com medo de sofrerem outro possível ataque. As ruas de Paris ganharam novos “turistas” de fatos verdes e armas na mão, para salvaguardar a cidade de um possível novo ataque.
Estelle Basto, filha de emigrantes portugueses, cresceu a ver os desenhos de Cabu. Enquanto mostrava uma edição do Charlie Hebdo, não escondia a revolta e o medo ao falar dos atentados, “isto foi como um 11 de setembro para nós, estamos desolados”.

No local do atentado, milhares de mensagens estavam espalhadas pelo chão, nas paredes e no rosto de quem por lá passava. Também precisamente um mês depois, um novo atentado desta vez na Dinamarca enquanto decorria um debate sobre o islamismo e a liberdade de expressão, fez milhares de pessoas dirigirem-se novamente ao “Charlie Hebdo” para recordar o ataque que abalou o mundo e paO pesadelo não parecia acabar.
Três meses depois do atentado, o debate continua para lutar pela liberdade de expressão e pela livre circulação de pensamento na imprensa. Muitas coisas foram postas em causa desde os ataques e milhares de pessoas defenderam que algo devia ser feito. Com a morte destes jornalistas, um novo debate prevaleceu no mundo e uniu milhares de pessoas, partidos políticos e religiões. Não significou uma reviravolta, mas pelo menos voltou-se a reflectir sobre o valor da liberdade de imprensa.
E não haverá melhor forma de lembrar as vítimas do Charlie Hebdo.ra se mostrarem solidários com o povo dinamarquês. A estacão televisiva francesa TF1, estava no local e em direto para gravar as mensagens que estavam a ser deixadas à Dinamarca. Ouviam-se pessoas a perguntar “o que se passa com este mundo?” ou “porque estão a fazer isto?”.




























Texto e FotografiaSara Marilda